domingo, 21 de abril de 2013

Maldito vagabundo, maldito e vagabundo.





Maldito seja cada átomo da minha vida, maldita seja minha alma vagabunda.

Porque sonhas seu maldito? Porque queres, e o que queres seu vadio?

Estudar para que?  Ser algo que não quer? Trabalhar para que? Para viver e comprar coisas que não são
você?

Essa minha preguiça me faz ver o quanto sou inoperante, e essa mente que pensa e pensa, como se eu fosse um ser produtivo.

Como um motor de mil cavalos em uma carroça.

Aquela do sorriso bonito não é pra você nem nunca será.

Você não sairá de onde de está, não importa aonde vá.

Nada do que tens, tem valor, mas ainda sim não se desfaria  de nada não é mesmo maldito?

Viver é uma dádiva e você consegue transformar em maldição, por ser vagabundo ao ponto de todo trabalho ser um grande trabalho, por menor que seja.

Maldito por saber de tudo isso e não existir um único movimento físico de sua parte para mudar. Minha alma se agita dentro de minha carcaça, se nega a ser minha.

Maldito sejas, vagabundo. 

Maldito seja cada átomo da minha vida.

Sinto inveja de cada átomo  da sua vida.

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